sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Encontro inesperado

Hoje terminei o dia encontrando este antigo blog, me lembrei do endereço eletrônico e resolvi digitá-lo no navegador: “quem sabe ainda esteja disponível...”. Não me recordava quanto tempo havia passado desde o último texto e acabei me admirando com a habilidade que possuía com as palavras, certamente este novo texto não terá tal qualidade, o que é muito curioso, visto que de lá para cá estudei tanto, vivi tantas experiências, enfim... por falar em experiências, quantas deixei de escrever aqui, gostaria de tê-las salvas agora. 

A grande questão que me veio a tona foi, por que deixei de lado essa minha velha paixão pela escrita, me lembro que quando criança gostaria de ser um escritor, mas a vida tem as suas oportunidades (ou falta delas), no meu caso realmente pareciam oportunidades e nenhuma delas direcionava para o mundo dos textos e por conveniência ou talvez com o intuito de ter o melhor futuro possível acabei deixando latente esse meu velho sonho. 

Segui pro lado dos números, a matemática me trouxe várias oportunidades e por ali segui... o mais engraçado é que no fim nem utilizei dela e precisei buscar outras oportunidades, mas esses são detalhes para outro momento, não vai ser fácil colocar em dia 15 anos de ausência, meu caro leitor. Se é que alguém algum dia irá ler este texto. 

Bom, fato é que meu eu de 2011 nunca imaginaria onde cheguei, não que eu veja como algo bom ou como uma superação, pelo contrário, acredito que ele sonhava tanto que se decepcionaria, mas aquela era outra pessoa, este que aqui escreve se encontra feliz, apesar de todos os tropeços, e ainda busca mais, um pouquinho a mais, talvez para ter a paz de voltar a se dedicar a este velho hobbie. 

Tenho muito papo para ser colocado em dia com aquele velho amante das palavras, aquele menino despretensioso que não se importava tanto em estar adequado a gramática e ortografia, mas que escrevia leve e sem medo, deixando apenas fluir o que lhe vinha a mente. 

Hoje é um grande dia. Aaah, com é bom estar de volta, ainda temos tanto para viver, tanto para ser colocado no papel, tantas crônicas da vida. Reais? Talvez. E como era de se esperar não tenho aquela habilidade de criar um grande desfecho, então por hora, ficamos por aqui.

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